É, parece que não sou muito de escrever aqui, vou tentar mudar isso.
Bem, final de ano, meu Flamengo é hexacampeão brasileiro, atolado de trabalho, graças a Deus, não teria motivo para ficar chateado, mas estou.
E por uma coisa que, aparentemente não tem nada a ver comigo.
É o caso do menino Sean, que foi devolvido ontem ao pai biológico e voltou ontem mesmo para os EUA.
Vcs já pararam para analisar este caso?
Eu já, até porque passei por situação semelhante:
A mulher chega para o marido e diz que vai passar as férias no Brasil para rever os pais e o menino ver os avós e ele, como qualquer um, concordou.
Chegando aqui, em uma atitude inconcebível e covarde, a mulher POR TELEFONE, diz a ele que está terminando a relação e que vai ficar no Brasil.
Por aí vcs podem ver que os direitos deste pai (podem ter certeza: o pai tbm tem direitos) foram violados.
Passado um tempo, a mãe casa e vai ter outro filho, mas morre no parto.
É lógico que, num caso destes, a tutela da criança vai para os parentes mais próximos, no caso, os avós maternos.
Isso SE, e eu realço o SE, o pai biológico estiver morto ou desaparecido, ou não demonstre interesse.
Neste caso, o pai queria sim o filho, não estava desaparecido nem morto e moveu montanhas para ter o filho de volta.
Então vamos lá:
Uma bela de uma filha da puta (mesmo morta, não merece meu respeito), faz uma covardia destas com a criança e o pai (que não os maltratava) e a família dela quer tirar de vítima?
Vítima é a criança e o pai, separados covardemente um do outro por uma desclassificada.
Parab´nes a justiça brasileira e a americana, que restituiu a criança ao lado da pessoa que tem o DIREITO de ficar com ela, legal e moralmente falando: o pai biológico.
Como puderam notar, há uma revolta na minha escrita.
E com razão:
Há 16 anos atrás, minha filha então com 5 anos, foi SEQUESTRADA pela filha da puta da mãe dela e sumiu nos EUA...
Já estava separado dela, ela já estava separada do segundo casamento e usou uma permissão que eu dei para a menina viajar para os EUA, em uma segunda viagem (naquela época a validade destas permissões era longa, valia para muitas viagens...e se não foi isso, foi pior: ela falsificou uma), onde ela foi para lá para não mais voltar.
Sem recursos e não querendo mesmo meter a polícia no caso, pois no meu entender (posso estar errado) era sequestro, a única coisa que pude fazer foi deixar a coisa como estava.
Fui ver minha folha 10 anos depois...
Uma estranha para mim e eu um estranho para ela...
Eu cometi erros nesta época, não sou perfeito, longe disso.
Mas nada justifica esta atitude, nem mesmo a desculpa que ela me deu: a de procurar uma nova vida para as duas.
Tudo bem, mas que mantivesse contato e não criasse minha filha com mentiras.
Por isso eu me indentifiquei com o pai de Sean e, por intermédio dele, me senti vingado, assim como vários pais na mesma situação, acredito.
Bom, depois deste desabafo, eu só posso desejar um Feliz Natal a todos.
E que ninguém, mais ninguém mesmo, passe por isso.
Nem meus piores inimigos.
Feliz Natal
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