Depois de longo e tenebroso inverno, volto a escrever neste meu espaço.
Nem sei se alguém lê, mas vale pelo meu desabafo.
Dei uma mudada no visual do blog só para balançar a poeira.
Mas o que me fez voltar a escrever hoje é uma das situações mais absurdas que eu já vi gerada pela política e religião:
Os dois presidenciáveis puxando o saco de religiosos e prometendo (no caso da Dilma assinando um documento) que não serão a favor do aborto e da união de casais do mesmo sexo...
Neste ponto, eu me pergunto:
Quando será que o ser humano vai deixar de querer guiar a vida do seu semelhante segundo suas idéias?
Quando vai deixar de tentar impor suas idéias, suas verdades, goela abaixo dos outros que nem sempre vão comungar com estas idéias?
E quando vão deixar o nome do Criador do Universo em paz para justificarem suas mesquinharias, hipocrisias e atitudes ditatoriais?
Vejamos pelo lado religioso, que eles tanto veneram:
Se Deus vai julgar os pecadores, na hora do "arrebatamento" vai separar pecadores dos não pecadores, porque não deixar cada um resolver suas questões com o Criador quando chegar a hora de cada um?
Porque alguém tem de ser salvo de uma vida que escolheu, usando o livre arbítrio, que é outra coisa que eles vomitam aos quatro ventos mas não sabem ou, nojentamente, se esquecem do que significa?
Jesus nunca quis poder político, então porque diabos tem tanto evangélico dando opinião na política?
Eu aviso desde os anos 80 que a agenda destes exploradores da boa fé do povo é a de dominar o país, política e espiritualmente.
Me chamaram de maluco.
Aí está: candidatos revendo suas posições para agradar religiosos, prncipalmente evangélicos, que são os que mais estão expostos a lavagem cerebral religiosa, pois obedecem cegamente aos que os pastores falam.
Na Igreja Católica nem tanto, o padre fala e talvez uma meia dúzia de carolas siga o que ele fala, se isso for contra o que acreditam politicamente.
Realmente tenho que concordar com o que li hoje no jornal:
Para que intermediários? Bispo Macedo para presidente...
E vou deixar claro duas coisas:
Sou a favor do aborto em casos de anincefalia e de estupro, para mim não eiste discussão nestes casos: um não tem vida e o outro traz uma carga emocional tão grande que é melhor interromper mesmo a gravidez, mas que a decisão final seja da mulher e não de algum orgão do Estado ou alguma igreja imbecil.
E quanto aos homossexuais: Deixem-os viver em paz, ter relacinamentos, se casarem.
Se estas pessoas se amam, não é filho da puta imbecil e retrógrado nenhum que tem de se meter porque se acha o dono da verdade.
Falta muita coisa ainda para sermos uma sociedade justa, por enquanto, somos crianças disputando quem sabe, quem pode e quem manda mais...
Até a próxima